terça-feira, 1 de setembro de 2015

Green Arrow - The Kill Machine


CONTÉM SPOILERS MENORES


Mais um volume de Green Arrow dos New 52, desta vez o que marca o inicio da espectacular run de Jeff Lemire e Andrea Sorrentino. Os leitores mais atentos poderão verificar que eu passei directamente do volume 2 para o 4, e a razão é muito simples: Não vale a pena bater mais no ceguinho. Embora não seja tão mau como o volume 2, o 3 também não é nada que valha a pena. Passemos agora a este The Kill Machine.

Estava hesitante em começar a ler. Primeiro, porque os volumes anteriores foram o que foram, e em segundo, porque apesar de ler muita coisa positiva sobre esta run, a maioria das pessoas compara este livro com a série da CW, da qual eu não sou grande fã. Felizmente os meus receios não se confirmaram: Este é um volume muito bem conseguido, quer da parte do argumentista, que respeitou o trabalho dos seus antecessores e a mitologia do personagem (quer pré-New 52, quer pós), do ilustrador que eu considero um dos melhores dos últimos anos, quer mesmo da parte do colorista, cujas cores ainda tornam a arte melhor.



Este volume têm duas narrativas separadas: Na primeira vemos Oliver ficar sem a empresa da sua família, e a ser acusado de assassinato devido às acções de um misterioso arqueiro, Komodo, que aparenta saber muito sobre o passado de Oliver na ilha. A segunda, ainda que ligada à primeira, apresenta uma vez mais ao Universo DC o vilão Count Vertigo, que têm um capítulo inteiramente dedicado ás suas origens.



Quando se chega ao fim têm-se mesmo a sensação de ter lido uma boa história. Lemire consegue utilizar elementos icónicos do Green Arrow de Mike Grell ou da história Green Arrow: Year One de Andy Diggle, mas ainda assim inovar, criando uma backstory interessante sobre o passado na ilha e sobre o pai de Oliver, Robert Queen, que na verdade era mais do que um simples empresário. E a arte... Meu Deus. A arte é mesmo muito boa. Para além de conseguir transmitir movimentos e acção nos seus painéis, Sorrentino consegue ilustrar expressões e manter as caras dos personagens consistentes.

Achei um bocadinho mal explorado a parte de tirarem a empresa de família dos Queen do Oliver. Achei necessário, para diferenciar da dinâmica Bruce Wayne/Batman, e assim inserir a narrativa num ambiente mais urbano, como o das histórias de Grell ou da dupla Dennis O'Neill/Neal Adams.

Também não gostei muito dos constantes "My name is Oliver Queen". Desde 2007 que sou fã do GA. Eu sei que o nome é "Oliver Queen". Enfim...

Para mim, um dos melhores volumes dos New 52. Ao nível do Animal Man (do mesmo autor), do Batman de Snyder e Capullo e de tantos outros. Recomendo

Parece que este livro irá ser reeditado numa edição de capa dura Deluxe no inicio de 2016. Vou considerar seriamente a possibilidade de o adquirir.

Podeis adquirir este livro aqui. Arigatô



Green Arrow Volume 4: The Kill Machine (Green Arrow #17-24, 23.1)
Jeff Lemire, Andrea Sorrentino, Marcelo Maiolo
Nota: 9/10





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