terça-feira, 18 de agosto de 2015

Green Arrow - The Midas Touch


CONTÉM SPOILERS MENORES


Finalmente, e depois de já ter adquirido todos os volumes,  arranjei um bocadinho para começar a ler os New 52 de Green Arrow (em português, Arqueiro Verde). Pelas críticas que tinha lido online, já sabia o que me ia calhar na rifa mas ainda assim decidi comprar os três primeiros volumes, apesar de saber que só no volume 4, The Kill Machine é que a leitura se torna agradável, depois de Jeff Lemire e Andrea Sorrentino pegarem na run.

Devo de dizer que sou um grande fã do Green Arrow. E quando falo em Green Arrow, falo mesmo no Green Arrow da velha guarda, com o cavanhaque e o chapéu à Robin Hood, que conheci em miúdo na série da Liga da Justiça Sem Limites e que mais tarde tive o prazer de vir a descobrir em excelentes sagas como Year One, Quiver, Sounds of Violence, Longbow Hunters e toda a run de Mike Grell e todos os volumes da autoria de Judd Winick, para além da minha fase favorita da Silver Age, Green Lantern/Green Arrow, de Denny O'Neil e Neal Adams. Tanta coisa para quê? Para mostrar que não sou nenhuma adolescente com as hormonas aos saltos que acha a série Arrow a melhor coisa desde o pão ás fatias.
Como gosto muito do Oliver Queen, posso dizer que vi todas as temporadas. A primeira até nem desgostei. Logo a principio achei o actor muito fraquinho, não gostei do facto de ele ter família viva, não gostei do John Diggle e de lhe arranjarem uma equipa, não gostei da matança e da história da lista, a season finale foi fraquita, mas enfim. Deu para ver e para entreter. A segunda temporada já achei mais fraca, mas ainda assim não posso dizer que não tenha tido os seus momentos. A terceira... não sei como ei-de dizer isto. É-me difícil arranjar palavras que descrevam o meu descontentamento. O Stephen Amell ainda actua pior do que no inicio da série, a personagem da Felicity tornou-se na coisa mais irritante dos últimos anos, em vez de adaptarem o Ray Palmer conhecido dos comics, tornaram-no num ripoff do Homem de Ferro etc, etc, etc... O principal problema foi os escritores da série tiveram ataques de diarreia cerebral. Vou apenas utilizar a palavra merdum para descrever a 3ª temporada (apesar de os episódios crossover com o Flash serem divertidos!).

Já me alonguei demais, e vou agora passar a falar do dito livro.

Apesar de todas as críticas negativas a este novo começo, ainda ganhei alguma esperança. Os nomes dos autores na capa são "nomes de peso" na DC, especialmente o de Pérez. Toda a gente fala mal do Krul devido ao Cry for Justice, mas eu até gostei, para além de achar a sua run no GA durante o Brightest Day bem porreira.

"Banal" é a palavra mais adequada para este livro. Aborrecido, diria mesmo mais. Este volume contém duas histórias: A primeira, da autoria de Krul, sobre um grupo de vilões com super-poderes que transmite massacres online. Achei a primeira desapontante, mas por comparação à segunda é a melhor coisa do mundo. A segunda é escrita por Jurgens, e Jesus! Acho que é das piores coisas que li nos últimos tempos. Jurgens matou o Super-Homem nos anos '90 e agora, com os New 52 atribuiram-lhe o título da Justice League International que ele também consegui "matar" ao fim de 12 issues. Não "assassinou" também o Green Arrow porque não teve tempo de antena suficiente. Os seus vilões, Midas (uma espécie de ripoff do Solomon Grundy (não sei se tecnicamente se pode chamar ripoff já que são ambos da DC) (Estou outra vez a usar parênteses dentro de parênteses. Porra!) ) Midas, e Blood Rose, são dois dos piores vilões que já vi na vida.

A arte é simplesmente má. Apesar de haver um ou outro painel em que o Ollie esteja bem desenhado, numa boa pose, não chega para compensar todos os outros maus momentos. O Peréz têm o nome na capa, mas não participou como desenhista, mas sim como colorista. Gosto de pensar que se tivesse sido ele a desenhar todas as histórias, o dano tinha sido menor.
Ponto positivo para as capas de Dave Wilkins, que estão muito boas.

Os vilões são maus, têm bastantes momentos cliché, criaram duas personagens para fazer de Oráculo, ou seja, equipa de suporte, ambas tão memoráveis e cheias de personalidade como os vilões. Destaco os autores terem a preocupação de explorarem a faceta de Oliver enquanto playboy e empresário, algo que na série de TV não existe. Não recomendo este livro a NINGUÉM.

A principio pensei que a falta do tradicional cavanhaque me iria incomodar, mas foi o mal menor no fim desta tragédia.
Ah, e um dos CEO'S da empresa dos Queen têm uma mão artificial. Estava capaz de apostar a dinheiro que num futuro próximo, esse senhor se vai tornar maléfico.


Daqui a uns dias, o volume dois, que ainda dizem ser pior...



Podem comprar o livro aqui.

Green Arrow: The Midas Touch
Dan Jurgens, J. T. Krul, Keith Giffen e George Pérez
Nota: 4.8/10




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