quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Flashpoint


CONTÉM SPOILERS


E é isto. A grande conclusão. O evento que fez reset a todo o Universo DC, tendo assim criado os New 52, e também o último artigo (pelo menos por uns tempos) sobre o Flash de Geoff Johns aqui no blog.

Era de pensar que este volume se iniciaria onde o volume anterior parou, mas isso não acontece. Barry Allen acorda num mundo diferente. Num mundo onde ninguém sabe quem é o Flash, onde não têm a sua super velocidade, onde ninguém nunca ouviu falar do Super-Homem e da Liga da Justiça e, o mais grave de tudo, a Mulher Maravilha e o Aquaman estão em guerras constantes que ameaçam a integridade do planeta.
A história é maioritariamente acompanhada por parte da parceria que é estabelecida entre o Flash e o Batman (que existe nesta realidade alternativa (que não é bem uma realidade alternativa), (ei, acabei de usar parênteses dentro de parênteses. Pode-se fazer isso? Nota pessoal: Investigar mais tarde), mas não é o exactamente o Batman que conhecemos). Embora como já referi o evento seja seguido por parte do Flash e do Batman, temos algumas aberturas na narrativa e vemos outros personagens em momentos chave, como por exemplo John Connor Grifter e a Resistência a lutar contra os exércitos inimigos.

Honestamente, foi um evento assim para o mehh. Leitores como eu, que só compraram a compilação das issues do evento principal ficaram com muitas pontas soltas, que com a leitura dos tie-ins não existiriam, para além de que, senti que foi um evento feito em cima do joelho. Não pela sua qualidade (a história é boa, nem têm assim muitos clichés, já habituais neste tipo de história de viagem no tempo/realidade alternativa), mas sim pela sua conclusão. Outros grandes eventos de importância na cronologia da DC, como a Crise nas Terras Infinitas, ou a Final Crisis tiveram finais mais "importantes". Neste apenas vemos uma ilustração de duas páginas com o Flash a correr através de diferentes linhas temporais, com uma explicação muito vaga de um personagem desconhecido que desde o inicio existiam três importantes realidades e agora essas realidades fundiram-se numa só (sendo essas linhas os Universos DC, Vertigo e Wildstorm).

A ilustração com as três diferentes linhas temporais. 
Se é uma má história? Não. É uma história bastante decente. É uma boa conclusão para a run do Johns no Flash? Sim, embora tenha deixado algumas pontas soltas. É um bom evento? Pois... Não é um mau evento, já li bem piores (alguns até recentemente) mas também já li bem melhores. Na altura  em que saiu (e ainda hoje) gostei da ideia de (quase)  os todos os títulos da DC começarem nas #1, mas o evento em si, não vive à altura do hype.

Tenho de falar um bocadinho da arte de Andy Kubert. Já conheço este artista de longa data, desde os seus incríveis trabalhos na Marvel em Wolverine: Origem e Marvel: 1602 (tenho de um dia falar desta saga aqui no blog), e na DC no Batman: Whatever Happened to the Caped Crusader?  de Neil Gaiman (também gosto muito) e da run do Batman de Grant Morrison. Este Flashpoint segue esse mesmo estilo de desenho apresentado no Batman, que me parece ser muito bom para uma saga destas: A certos personagens desta realidade alternativa consegue criar um look totalmente diferente, mas ainda assim manter um ar familiar, como é exemplo a Mulher Maravilha e o Super Homem.


Ainda não é desta que o Johns me falha, mas tenho ideia que poderia ter feito muito melhor se não fossem as exigências editoriais. Ainda assim, os diálogos estão 5 estrelas, certas partes mais emocionais apelam pela humanidade e empatia do leitor, como é habito deste escritor.


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Flashpoint
Geoff Johns, Andy Kubert
Nota: 7.8/10



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