sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Justiceiro - A Ressurreição de Ma Gnucci


CONTÉM SPOILERS MENORES



Saiu ontem o sexto volume da mais recente colecção Marvel/Levoir, desta vez dedicado ao Justiceiro.
Esta história funciona como uma sequela aos volumes O Regresso do Justiceiro (no original em inglês Welcome Back, Frank) já publicados em Portugal pela Devir (em 2004, penso). Embora funcione como uma sequela, o leitor que pegue neste volume sem nunca ter lido os volumes anteriores também não ficará desapontado.
(Já era para ter falado deste livro ontem, mas troquei de turno e acabei de o ler tarde. É como diz o provérbio ahh... "nem só de falar de livros de banda desenhada num blog vive o Homem". Não é grande provérbio, mas aplica-se neste caso).




A sinopse deste livro é muito simples: "Ma Gnucci após ter enfrentado um urso polar, ter perdido os membros, ver a sua família da máfia ser assassinada e ser atirada para o interior de uma casa a arder, parece ter regressado do Inferno apenas com um objectivo: Reanimar a sua rede de mafiosos e vingar-se do homem responsável por todas estas atrocidades, Frank Castle, o Justiceiro. E Gnucci não veio sozinha..."

Garth Ennis esteve oito anos à frente do título do Justiceiro. Iniciou-se com o primeiro arco, Welcome Back Frank, onde introduziu as personagens da Ma Gnucci e da sua família do crime e, no final destes oito anos decidiu que na sua última história iria trazer essas personagens de volta.
Não é fácil trazer personagens de volta dos mortos, ainda para mais vilões menores sem quaisquer super-poderes. Ennis conseguiu ressuscitar a Ma da melhor forma possível, a qual não vou revelar para não estragar o final, mas devo de dizer que está qualquer coisa.

Um livro carregado de humor negro, cenas de violência explícita e referências cinematográficas (umas bastantes discretas, outras nem tanto).
O Justiceiro é um personagem do qual cada vez eu gosto mais, e devo de dizer que provavelmente Ennis é o responsável por isso: Já quando li a prequela tinha ficado com a ideia de que ele era um argumentista bastante competente, e agora tive a certeza. As histórias dele têm um quê de filme de acção dos anos '80, recheadas de cenas politicamente incorrectas, e que acaba por originar cenas muito originais, como por exemplo a cena no zoo (que eu adorei) ou o tiroteio do Frank Castle com uma mulher em biquíni (que eu considero das situações mais estranhas em que o Punisher se envolveu. Isso e lutar com o Travolta, eheh).
Adorei a parte em que o Justiceiro, através dos painéis do pensamento diz algo do tipo "A Ma Gnucci. Regressada do Inferno. É para devolver ao remetente" - E dispara uma bazooka.



Steve Dillon também é único. À primeira vista aos desenhos dele, torci o nariz. Desenha os peitos demasiado largos, os braços pouco proporcionais, as caras demasiado parecidas, etc... mas após começar a ler, realmente decidi que, na minha opinião, este é o melhor desenhista que já passou pelo Justiceiro. Assenta como uma luva na narrativa.

Uma história que assinala a despedida desta dupla, da melhor maneira possível. Surpreendeu-me ver este volume incluído nesta colecção, mas foi uma agradável surpresa.

Para quem tiver adquirido este livro e tenha gostado, penso que os volumes anteriores do Regresso do Justiceiro ainda estão disponíveis na Devir (pelo menos ainda à poucos meses os vi à venda). Contactem a editora e tentem comprar, vale muito a pena.

(Penso que este foi o primeiro arco de histórias da autoria do Ennis que eu li em que não havia um Padre a segurar numa arma...)




Punisher: War Zone - The Resurrection of Ma Gnucci
Garth Ennis, Steve Dillon
Nota: 8/10


(Como não sei até que ponto é que posso fazer isto, peço desde já desculpa à Levoir por usar a imagem da capa sem pedir autorização)




terça-feira, 25 de agosto de 2015

Green Arrow - Triple Threat


CONTÉM SPOILERS MENORES

Jesus... Nem sei por onde ei-de começar. Sim, é tão mau como as reviews dizem. Tudo, mas mesmo TUDO neste livro é mau. Comparado com isto, o primeiro volume, The Midas Touch é uma obra de arte. Tive de pesquisar para confirmar se estas histórias eram da mesma Ann Nocenti que escreveu para o Daredevil (Demolidor). Não sei o que lhe aconteceu para descer para este nível. Todo o livro parece escrito por um amador. Não me quero armar, mas penso que consigo em poucas horas aparecer com um script para algo melhor que estas histórias.


Irmãs gémeas triplas, um homem-urso polar, pseudo-andróides suicidas... Ideias que eu apenas consigo descrever como estúpidas, com histórias que não fazem o mínimo sentido, aliadas a uma narrativa da treta, a diálogos de chacha e a estereótipos que roçam o racismo. A sensação que tive ao ler estas issues foi de que esta senhora nunca pegou num comic do Green Arrow. Aliás, simplesmente em nenhum comic.

Os desenhos não ajudam. Nunca tinha ouvido falar deste Tolibao, nem fiquei com vontade nenhuma de voltar a ver trabalhos dele.

Metade do livro passei a revirar os olhos. A outra metade a tentar percebe o que raio ia na cabeça da autora enquanto escrevia aquela... aquela... trampa

Já referi que o livro contém um ménage com o Oliver Queen e as gémeas triplas? É verdade, e mesmo assim esta dupla conseguiu tornar um ménage numa idiotice. Que perda de tempo. Um dos piores volumes dos New 52 (e da DC em geral).

Estupidez de volume.


Podem ajudar-me e comprar o livro neste link, ou então podem fazer algo mais útil com o vosso tempo e dinheiro, como comprar novelos de lã e aprender a fazer tricô, ou mesmo adquirir o filme Jack and Jill, do Adam Sandler, que comparado a este volume, deve de ser um poço de cultura.


Só há duas coisas piores que este livro: 1ª - Ser queimado vivo, 2ª - Ser queimado vivo enquanto se está a ler isto.

Por favor, elas que te matem.


Green Arrow: Triple Threat
Ann Nocenti, Harvey Tolibao
Nota: 1.5/10




sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Homem-Aranha - Tormento


CONTÉM SPOILERS

Saiu ontem o 5º volume da mais recente colecção da Levoir, "Poderosos Heróis Marvel", desta vez dedicado ao Homem-Aranha e com o argumento e desenhos a cargo de Todd McFarlane na sua estreia como argumentista. Para quem não sabe, McFarlane nos anos '90 estava para ilustrador de BD como hoje em dia o Benedict Cumberbatch está para o cinema e TV. Qualquer coisa em que ele entrasse, atraia milhares de fãs, sendo considerado um ícone da década de '90 (o McFarlane, duh!).
Com o primeiro número a bater todos os recordes de vendas da altura, Tormento divide-se em cinco capítulos ou seja, foi lançado em cinco issues, e foi das primeiras histórias que a Marvel quis que assim fosse propositadamente, para mais tarde voltarem a vender em formato de collected edition.

Durante uma das fases mais estáveis da sua vida, Peter Parker vê-se confrontado com uma série de assassinatos que suspeita estarem a ser cometidos por um velho inimigo seu, o Lagarto, que está mais violento e sedento de sangue do que nunca.
Após confrontar o Lagarto, o Cabeça de Teia é drogado com um veneno, acaba por realizar que este não é o inimigo a que está habituado, e vê-se confrontado por um outro inimigo que julgava morto: Kraven, o caçador, que também aparenta estar a ser controlado por algum tipo de voodoo.

Pessoalmente, é uma história de que eu gosto. Tinha lido à uns anos, no original em inglês, e tinha ficado com a ideia de que era melhor. Em termos de desenhos... Desde as posses do Aranha, ou as lutas com o Lagarto (que é desenhado com uma ferocidade nunca antes vista), tudo no desenho é bom. Em desenho dou 10/10. Agora o argumento... Tal como um bom argumentista não é um bom desenhista, o contrário também é válido. A narrativa inicia-se bem, com um estilo bastante negro, aliado aos desenhos que faz lembrar quase um conto gótico, que se percebe ter sido fortemente influenciado pelo Regresso do Cavaleiro das Trevas. Ao longo das várias issues acaba-se por perceber que a narrativa não é consistente e que vai variando conforme a conveniência do autor, com poucos e "crus" diálogos, embora tenha os seus pontos positivos, como por exemplo a relação entre o Peter e a Mary Jane, que achei muito bem caracterizada.

Quanto a edição em si, gostei muito deste volume da Levoir. Embora a capa não seja do meu agrado, o tipo de papel adapta-se muito bem às cores, tornando-as mais brilhantes, o que cria um efeito espectacular. Só é pena não terem colocado mais material extra, como por exemplo uma história spin-off  também da autoria de McFarlane, da revista Spectacular Spider-Man que está compilada na maioria das edições em outras línguas. Comparado com os livros das colecções anteriores, é um volume pequeno. Têm uma tradução que achei muito engraçada, logo numa das primeiras páginas em que o Homem-Aranha diz sarcasticamente a um assaltante "Oh não! Apanhou-se Sr. Mitra". Está fixe.

Uma história clássica do Aranha, que acaba por se tornar numa semi-sequela para A Ultima Caçada de Kraven (sobre a qual eu já falei aqui). Para quem procura uma história do Aranhiço com bom argumento e desenhos excelentes, vai sentir que só encontrou metade do que procura, mas é sem dúvida uma história (e uma fase) essencial para os fãs de Peter Parker.



Podeis adquirir a edição compilada em inglês aqui.

Spider-Man: Torment
Todd McFarlane
Nota: 7/10





quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Homem-Aranha - A Última Caçada de Kraven


CONTÉM SPOILERS

E uma vez que amanhã sai com o jornal Público o livro "Homem-Aranha - Tormento", decidi reler hoje esta história, que considero uma das melhores (senão a melhor) aventuras do Aranhiço, visto que ambas estão ligadas. Felizmente a Levoir editou esta magnifica saga o ano passado, a propósito de uma das suas colecções da Marvel.

A premissa da história, na altura original, hoje em dia nem tanto, é muito simples: Kraven, o inimigo do escalador de paredes, finalmente consegue vencer assassinando o Homem-Aranha. Após te-lo enterrado, decide assumir a sua identidade, para provar que consegue ser um Homem-Aranha superior (bastante parecido com o que Dan Slott escreveu para a linha Superior Spider-Man em 2013. Por isso é que a Marvel é conhecida como "Casa das Ideias" ). Estes eventos culminam com o ressurgimento de Rattus (Vermin no original em inglês), outro inimigo do Spider-Man, que vive nos esgotos de Nova Iorque e que rapta e canibaliza mulheres.




Como já referi várias vezes, o segredo de qualquer história não está no herói, mas sim no vilão. É por isso que, na minha opinião esta história é tão boa: DeMatteis caracteriza Sergei Kravenoff como um caçador, um homem de honra, uma vitima da sua infância que sempre lutou para atingir os seus objectivos e que têm o Homem-Aranha a consumi-lo, como um tormento (cada vez faço mais trocadilhos. Daqui a pouco fico conhecido com a Teresa Guilherme dos comics) e, apesar de dividir a narrativa entre as duas personagens, utiliza mais o Kraven como personagem principal do que o próprio Homem-Aranha.



É uma história diferente. Notei que deve de ter sido fortemente influenciada pelo estilo dark and gritty de histórias como o Dark Knight Returns e Watchmen. Para mim, está para o Homem-Aranha como A Piada Mortal está para o Batman. Funciona quase como um thriller de suspense, com vários momentos inesperados e com uma narrativa quase paranóica, que funciona muito bem, e que consegue deixar o leitor colado do inicio ao fim.De destaque ainda os trechos do poema clássico The Tyger (O Tigre) de William Blake que o autor aqui insere, substituindo a palavra "tigre" por "aranha".


Quanto aos desenhos, nem queria acreditar que este Mike Zeck é o mesmo que ilustrou as Secret Wars (as originais. sigh... "Casa das Ideias"...Pois). Nesta fase, o Homem-Aranha está a usar o uniforme negro, o que ainda dá um tom mais sombrio à história, mas todas as ilustrações estão cinco estrelas. Vemos um Aranha gracioso, com leveza. Vemos um Kraven que nos momentos de raiva se consegue sentir a sua loucura. Adorei quando no primeiro e no último capítulo, vamos vendo um painel sem quaisquer palavras, em que vemos um coveiro a cavar uma cova (gosto muito deste tipo de paineis mudos, que se passam paralelamente à história principal), o que dá uma sensação de dinâmica mas ainda assim, sombria.

Uma história diferente, essencial em qualquer prateleira de fãs do Spider-Man, ou de simplesmente de comics em geral. Não parece inserida no contexto da Marvel, embora hajam várias referencias a outros personagens (como o Capitão América e o Reed Richards).
O final para além de ser um excelente final, algo bizarro e macabro, inspirou outras histórias, como é o caso do Tormento de que irei falar amanhã ou na sexta, e do Guardian Devil, de Kevin Smith.


Até deixava o link para me ajudarem no BookDepository, mas infelizmente esta obra não está disponível. Se tiverem oportunidade comprem a edição da Levoir, dou-vos a minha palavra (e eu, tal como Kraven sou um homem de palavra) que não se vão arrepender.











Spider-Man: Kraven's Last Hunt (Web of Spider-Man #31-32, The Amazing Spider-Man #293-294,  The Spectacular Spider-Man #131-132)
J. M. DeMatteis, Mike Zeck
Nota: 9.5/10





terça-feira, 18 de agosto de 2015

Green Arrow - The Midas Touch


CONTÉM SPOILERS MENORES


Finalmente, e depois de já ter adquirido todos os volumes,  arranjei um bocadinho para começar a ler os New 52 de Green Arrow (em português, Arqueiro Verde). Pelas críticas que tinha lido online, já sabia o que me ia calhar na rifa mas ainda assim decidi comprar os três primeiros volumes, apesar de saber que só no volume 4, The Kill Machine é que a leitura se torna agradável, depois de Jeff Lemire e Andrea Sorrentino pegarem na run.

Devo de dizer que sou um grande fã do Green Arrow. E quando falo em Green Arrow, falo mesmo no Green Arrow da velha guarda, com o cavanhaque e o chapéu à Robin Hood, que conheci em miúdo na série da Liga da Justiça Sem Limites e que mais tarde tive o prazer de vir a descobrir em excelentes sagas como Year One, Quiver, Sounds of Violence, Longbow Hunters e toda a run de Mike Grell e todos os volumes da autoria de Judd Winick, para além da minha fase favorita da Silver Age, Green Lantern/Green Arrow, de Denny O'Neil e Neal Adams. Tanta coisa para quê? Para mostrar que não sou nenhuma adolescente com as hormonas aos saltos que acha a série Arrow a melhor coisa desde o pão ás fatias.
Como gosto muito do Oliver Queen, posso dizer que vi todas as temporadas. A primeira até nem desgostei. Logo a principio achei o actor muito fraquinho, não gostei do facto de ele ter família viva, não gostei do John Diggle e de lhe arranjarem uma equipa, não gostei da matança e da história da lista, a season finale foi fraquita, mas enfim. Deu para ver e para entreter. A segunda temporada já achei mais fraca, mas ainda assim não posso dizer que não tenha tido os seus momentos. A terceira... não sei como ei-de dizer isto. É-me difícil arranjar palavras que descrevam o meu descontentamento. O Stephen Amell ainda actua pior do que no inicio da série, a personagem da Felicity tornou-se na coisa mais irritante dos últimos anos, em vez de adaptarem o Ray Palmer conhecido dos comics, tornaram-no num ripoff do Homem de Ferro etc, etc, etc... O principal problema foi os escritores da série tiveram ataques de diarreia cerebral. Vou apenas utilizar a palavra merdum para descrever a 3ª temporada (apesar de os episódios crossover com o Flash serem divertidos!).

Já me alonguei demais, e vou agora passar a falar do dito livro.

Apesar de todas as críticas negativas a este novo começo, ainda ganhei alguma esperança. Os nomes dos autores na capa são "nomes de peso" na DC, especialmente o de Pérez. Toda a gente fala mal do Krul devido ao Cry for Justice, mas eu até gostei, para além de achar a sua run no GA durante o Brightest Day bem porreira.

"Banal" é a palavra mais adequada para este livro. Aborrecido, diria mesmo mais. Este volume contém duas histórias: A primeira, da autoria de Krul, sobre um grupo de vilões com super-poderes que transmite massacres online. Achei a primeira desapontante, mas por comparação à segunda é a melhor coisa do mundo. A segunda é escrita por Jurgens, e Jesus! Acho que é das piores coisas que li nos últimos tempos. Jurgens matou o Super-Homem nos anos '90 e agora, com os New 52 atribuiram-lhe o título da Justice League International que ele também consegui "matar" ao fim de 12 issues. Não "assassinou" também o Green Arrow porque não teve tempo de antena suficiente. Os seus vilões, Midas (uma espécie de ripoff do Solomon Grundy (não sei se tecnicamente se pode chamar ripoff já que são ambos da DC) (Estou outra vez a usar parênteses dentro de parênteses. Porra!) ) Midas, e Blood Rose, são dois dos piores vilões que já vi na vida.

A arte é simplesmente má. Apesar de haver um ou outro painel em que o Ollie esteja bem desenhado, numa boa pose, não chega para compensar todos os outros maus momentos. O Peréz têm o nome na capa, mas não participou como desenhista, mas sim como colorista. Gosto de pensar que se tivesse sido ele a desenhar todas as histórias, o dano tinha sido menor.
Ponto positivo para as capas de Dave Wilkins, que estão muito boas.

Os vilões são maus, têm bastantes momentos cliché, criaram duas personagens para fazer de Oráculo, ou seja, equipa de suporte, ambas tão memoráveis e cheias de personalidade como os vilões. Destaco os autores terem a preocupação de explorarem a faceta de Oliver enquanto playboy e empresário, algo que na série de TV não existe. Não recomendo este livro a NINGUÉM.

A principio pensei que a falta do tradicional cavanhaque me iria incomodar, mas foi o mal menor no fim desta tragédia.
Ah, e um dos CEO'S da empresa dos Queen têm uma mão artificial. Estava capaz de apostar a dinheiro que num futuro próximo, esse senhor se vai tornar maléfico.


Daqui a uns dias, o volume dois, que ainda dizem ser pior...



Podem comprar o livro aqui.

Green Arrow: The Midas Touch
Dan Jurgens, J. T. Krul, Keith Giffen e George Pérez
Nota: 4.8/10




sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Guia para iniciantes - DC Comics


Como o prometido é devido, vou deixar aqui uma pequena lista de volumes com o intuito de orientar o leitor que que queira começar a ler banda desenhada da DC Comics, mas que não sabe porque ponta há-de pegar. Vou centrar-me mais nos personagens que tiveram adaptações, quer em cinema, TV ou séries animadas, por isso peço desde já desculpa, mas não vou falar de Sandman nem de Preacher. Ambas merecem artigos próprios.




Graphic Novels Earth One

Tal como a Marvel têm a linha Ultimate, também a DC criou um linha em que são apresentadas as origens dos seus personagens num mundo mais actual, e tudo escrito por argumentistas que não desiludem. Penso que qualquer uma destas Graphic Novel são um bom começo para qualquer leitor. O Super-Homem já vai no terceiro volume e o Batman no segundo. Os Teen Titans ganharam recentemente o primeiro (que ainda não tive oportunidade de adquirir) e já está anunciado à algum tempo o volume da Mulher Maravilha. Na Comic-Con de San Diego deste ano foram também anunciados os volumes do Aquaman e do Flash a saírem em 2016.


Podem adquirir estas novelas gráficas em inglês, nos links abaixo:
Batman                                              Superman                          Teen Titans (Pré-encomenda) 




The New 52



Uma outra iniciativa da publicadora, para atrair novos leitores, foi em 2011 re-lançar todos os personagens com #1, para revitalizar as publicações e tornar menos confusas as cronologias de alguns personagens. Alguns já não viam uma história de origem desde a sua criação na Golden Age (1930). O resultado foi ambíguo: Alguns títulos são muito bons, outros muito maus e alguns assim assim. Como é óbvio, não vou falar individualmente de cada um, mais vale ser o leitor a escolher o personagem do seu interesse, mas vou deixar uma lista dos títulos que eu li e que me parecem merecer uma vista de olhos:

- Aquaman, de Geoff Johns e Ivan Reis 
- Batman, de Scott Snyder e Greg Capullo (das melhores coisas feitas com o Bats nos últimos anos)
- Justice League, de Geoff Johns e Jim Lee (bom para quem nunca leu um comic da Liga)
- Justice League Dark, de Peter Milligan e Mikel Janin
- Wonder Woman, de Brian Azzarello e Cliff Chiang
- Acton Comics, de Grant Morrison e Rags Morales (um excelente reboot do Super-Homem, bem melhor que o título Superman)
- Animal Man, de Jeff Lemire e Travel Foreman




Batman

Bem, e isto das listas não é má ideia, pelo menos para um personagem como o Batman, que só assim por alto me lembro logo de meia dúzia de títulos obrigatórios. Como já referi, a run dos New 52 é muito boa, mas tenho de destacar os seguintes clássicos:

- Batman: Year One - Mais uma história de origem, mas mais antiga. Escrita pelo genial Frank Miller, possivelmente a história que mais inspirou o filme Batman Begins
- Batman: Dark Knight Returns - Para mim o maior clássico do Cavaleiro das Trevas. Também da autoria de Frank Miller, mostra um Bruce Wayne envelhecido que após uma pausa de vários anos, vê-se necessitado a regressar à sua entidade de Batman. Espectacular mesmo.
- Batman: The Long Halloween - A história que acompanha o Homem Morcego numa investigação da máfia, e a procura de um serial killer muito especial, que têm a particularidade de assassinar as suas vitimas em dias feriados. Convém referir que estas três histórias de que falei, foram recentemente editadas em português de Portugal, pela Levoir na colecção 75 Anos de Batman
- Batman: The Killing Joke - Escrita pelo genial Alan Moore, esta história envolve o leitor na perversa mente do Joker, que após escapar do Asilo Arkham, tenta enlouquecer o Comissário Gordon. Penso que foi a primeira história do Bats que li na vida. Vale muito a pena. 




Super-Homem


- Superman: The Man of Steel - Este volume está para o Super-Homem, como o Year One está para o Batman. Uma história que visa recontar uma vez mais a origem de Kal-El, o Super-Homem. Escrita por uma das maiores lendas dos comics americanos, John Byrne. Penso que foi esta a maior fonte de inspiração para  o filme Man of Steel.
- All Star Superman - Escrita por Grant Morrison. Simplesmente a melhor história do Supes alguma vez contada.
- Superman: Red Son - Uma história no estilo What If? E se a nave do Super-Homem tivesse caído na União Soviética? Incrivelmente porreira, mostra um Clark Kent diferente do habitual.





Green Lantern, de Geoff Johns 


Geoff Johns é um génio. Uma das suas melhores histórias de sempre é o Green Lantern: Rebirth, história que traz o Lanterna Verde original, Hal Jordan de volta dos mortos e mostra o seu regresso à Tropa dos Lanternas Verdes. Este senhor continuou a escrever nesta revista por 9 anos. 9 Anos e não consigo pensar numa única revista que não valha a pena ler. Construiu totalmente uma mitologia nova para o personagem e revitalizou personagens que pareciam estar condenados a cair no esquecimento. 5 estrelas.



Arqueiro Verde

Sou um grande fã de Oliver Queen. Para já, não vou relevar a minha opinião sobre a série Arrow, pois no fim-de-semana se tiver tempo, quero falar detalhadamente deste personagem. Para já as minhas recomendações são:
- Green ArrowYear One, de Andy Diggle (A história recontada da origem do personagem)
- The Longbow Hunters e toda a run de Mike Grell
- Green Arrow: Quiver e Sounds of Violence, de Kevin Smith
- Green Arrow: The Killing Machine, de Jeff Lemire
- Green Lantern/Green Arrow - O clássico de Denny O'neill e Neal Adams da década de '70, que pela primeira vez tornou o Arqueiro personagem favorito do público.









Animal Man, de Grant Morrison 

Por falar em génios, o que é que se chama a um senhor que pega num personagem de categoria C, cujos poderes são os de absorver as características dos animais que o rodeiam? Grant Morrison tem aqui um dos seus melhores trabalhos, num titulo divertido, descontraído mas que emaranha o leitor de uma maneira única. Dos melhores títulos de sempre da DC.

















Teen Titans



Os Teen Titans são das minha equipas favoritas de sempre, mas não consegui escolher só uma das runs, por isso tenho de recomendar tanto a de Geoff Johns como a de Marv Wolfman. Á sua maneira, ambas são excelentes. A de Wolfman é mais clássica e pode parecer mais datada, por isso para um novo leitor, talvez seja melhor iniciar pela de Johns.















quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Viúva Negra - O Manto da Viúva (Black Widow - Pale Little Spider + Itsy-Bitsy Spider)



CONTÉM SPOILERS MENORES

Estou a utilizar esta imagem sem
ter pedido autorização à Levoir. Como
não sei até que ponto é que isto é legal, peço
as minhas desculpas e espero que não me
 processem, pois nesse caso
todos os meus rendimentos serviriam
para entregar à editora (mais ainda)
Saiu hoje, dia 13 mais um volume da parceria Levoir/Público, desta vez dedicado (pela primeira vez) a Natasha Romanoff, ou Natasha Romanova, a Viúva Negra. Intitulado "O Manto da Viúva", este volume contém duas histórias separadas. A primeira lançada originalmente em 2002 intitula-se "Pale Little Spider" e é da autoria do conceituado Greg Rucka. Já a segunda, "Itsy-Bitsy Spider" foi lançada anteriormente, em 1999 e coube a Devin Grayson desenvolver o argumento. Vou falar um bocadinho de cada uma delas, em separado.

(Para quem está a pensar: "Porra, o gajo já leu o livro? Não deve de fazer nada da vida" - Sou estudante e estou de férias, mas trabalho numa fábrica por turnos. Entro às 04:00 e saio ao 12:00. Assim que sai fui logo comprar o livro e depois de almoço agarrei-me a ele de unhas e dentes).


O Manto da Viúva (Pale Little Spider)

Chocou-me ver que esta história é da Marvel. Claro que isto já foi editado à uma porrada de anos, pois parece-me que hoje em dia não seria aceite pelos editores. Para além de ser uma história com um tom mais negro, o cenário principal é um sex-club bastante exótico (é claro que esta história faz parte da linha MAX). Nestas três issues acompanhamos Yelena Belova enquanto esta assume o "manto" de Viúva Negra, nome de código dos Serviços Secretos Russos, numa intriga de mistério e recheada de erotismo e sadomasoquismo (Pena não ter saído em Fevereiro. Acompanhava bem com a febre d' As Cinquentas Sombras de Grey ).


Não conhecia, nem nunca tinha ouvido falar em Igor Kordey, o responsável pelos desenhos, mas devo de dizer que me surpreendeu. Têm um estilo sombrio, que se adaptou perfeitamente ao necessário neste tipo de narrativa. 

Gostei da história, foi uma boa introdução a Yelena como Viúva, mas senti que talvez poderiam ter desenvolvido mais a personagem. O vilão da história também não achei assim grande espingarda, mas até foi interessante de ver. Voltou a mostrar-me como Rucka é um argumentista competente.




Aranha... Aranhiça (Itsy-Bitsy Spider)

Já a segunda aventura combina tanto Yelena Belova e Natasha Romanova no que eu posso descrever como a mistura de "Mr. and Ms. Smith" com "Mission: Impossible II". Numa outra narrativa de espionagem, vemos ambas as Viúvas a serem designadas por diferentes países, para obter um vírus mortal.
É engraçada pois seguimos ambas as personagens e conseguimos perceber as motivações por de traz de cada uma, para além de as interacções entre elas serem muito porreiras, especialmente quando Natasha tenta funcionar como uma mentora para Yelena.

Devin Grayson escreveu o argumento, e a história foi belissimamente ilustrada por J. G. Jones (que eu cada vez que leio, leio como "G. I. Jones"), ambos desconhecidos para mim, mas que também se mostraram capazes de criar um bom thriller de espionagem, que faz lembrar um filme dirigido por John Woo.




Sinceramente preferi a primeira história. Acho que não era preciso tanto material erótico para contar uma história daquele género, mas enfim. Ambas me surpreenderam. É um bom volume introdutório à Viúva Negra.


E sim, como são histórias com personagens russos, não podia faltar um personagem chamado "Yuri".


Pale Little Spider (2002)
Greg Rucka e Igor Kordey
Nota: 7.5/10


Itsy-Bitsy Spider (1999)
Devin Grayson e J.G. Jones
Nota: 7/10




quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Flashpoint


CONTÉM SPOILERS


E é isto. A grande conclusão. O evento que fez reset a todo o Universo DC, tendo assim criado os New 52, e também o último artigo (pelo menos por uns tempos) sobre o Flash de Geoff Johns aqui no blog.

Era de pensar que este volume se iniciaria onde o volume anterior parou, mas isso não acontece. Barry Allen acorda num mundo diferente. Num mundo onde ninguém sabe quem é o Flash, onde não têm a sua super velocidade, onde ninguém nunca ouviu falar do Super-Homem e da Liga da Justiça e, o mais grave de tudo, a Mulher Maravilha e o Aquaman estão em guerras constantes que ameaçam a integridade do planeta.
A história é maioritariamente acompanhada por parte da parceria que é estabelecida entre o Flash e o Batman (que existe nesta realidade alternativa (que não é bem uma realidade alternativa), (ei, acabei de usar parênteses dentro de parênteses. Pode-se fazer isso? Nota pessoal: Investigar mais tarde), mas não é o exactamente o Batman que conhecemos). Embora como já referi o evento seja seguido por parte do Flash e do Batman, temos algumas aberturas na narrativa e vemos outros personagens em momentos chave, como por exemplo John Connor Grifter e a Resistência a lutar contra os exércitos inimigos.

Honestamente, foi um evento assim para o mehh. Leitores como eu, que só compraram a compilação das issues do evento principal ficaram com muitas pontas soltas, que com a leitura dos tie-ins não existiriam, para além de que, senti que foi um evento feito em cima do joelho. Não pela sua qualidade (a história é boa, nem têm assim muitos clichés, já habituais neste tipo de história de viagem no tempo/realidade alternativa), mas sim pela sua conclusão. Outros grandes eventos de importância na cronologia da DC, como a Crise nas Terras Infinitas, ou a Final Crisis tiveram finais mais "importantes". Neste apenas vemos uma ilustração de duas páginas com o Flash a correr através de diferentes linhas temporais, com uma explicação muito vaga de um personagem desconhecido que desde o inicio existiam três importantes realidades e agora essas realidades fundiram-se numa só (sendo essas linhas os Universos DC, Vertigo e Wildstorm).

A ilustração com as três diferentes linhas temporais. 
Se é uma má história? Não. É uma história bastante decente. É uma boa conclusão para a run do Johns no Flash? Sim, embora tenha deixado algumas pontas soltas. É um bom evento? Pois... Não é um mau evento, já li bem piores (alguns até recentemente) mas também já li bem melhores. Na altura  em que saiu (e ainda hoje) gostei da ideia de (quase)  os todos os títulos da DC começarem nas #1, mas o evento em si, não vive à altura do hype.

Tenho de falar um bocadinho da arte de Andy Kubert. Já conheço este artista de longa data, desde os seus incríveis trabalhos na Marvel em Wolverine: Origem e Marvel: 1602 (tenho de um dia falar desta saga aqui no blog), e na DC no Batman: Whatever Happened to the Caped Crusader?  de Neil Gaiman (também gosto muito) e da run do Batman de Grant Morrison. Este Flashpoint segue esse mesmo estilo de desenho apresentado no Batman, que me parece ser muito bom para uma saga destas: A certos personagens desta realidade alternativa consegue criar um look totalmente diferente, mas ainda assim manter um ar familiar, como é exemplo a Mulher Maravilha e o Super Homem.


Ainda não é desta que o Johns me falha, mas tenho ideia que poderia ter feito muito melhor se não fossem as exigências editoriais. Ainda assim, os diálogos estão 5 estrelas, certas partes mais emocionais apelam pela humanidade e empatia do leitor, como é habito deste escritor.


Se estiverem a pensar em colocar este livro numa prateleira aí de casa, poderão fazê-lo aqui. Ao comprarem, estão a colocar-me mais perto de um dia ter todos os nomes da minha wishlist riscados, pois por cada compra no BookDepository através dos meus links, a minha pessoa ganha 5% do valor dessa compra (sem qualquer custo adicional para vocês).




Flashpoint
Geoff Johns, Andy Kubert
Nota: 7.8/10



terça-feira, 11 de agosto de 2015

The Flash - The Road to Flashpoint


CONTÉM SPOILERS



O como o próprio nome indica, este é o capítulo final antes da saga Flashpoint. Devo dizer que de todos os volumes do Johns no Flash, este foi o que mais me desiludiu. Não, não é uma má história (o Johns não têm disso), mas no geral, sente-se que foi uma história escrita algo "à pressa". Talvez não me esteja a explicar bem: o principal problema aqui penso que terá sido terem tido pouca margem de manobra para desenvolverem os personagens.

O livro começa bem com a issue #8, com uma história que não sei se ei-de classificar como "origem" ou "reboot" do Reverse-Flash, situada no futuro. Este para mim foi o melhor capitulo do livro, apesar de achar alguns desenhos algo toscos (principalmente os do Reverse-Flash a correr. Desenhar caras com expressões maléficas não é o ponto forte deste artista).

"É melhor ligar para a divisão Fringe. Eles tiveram
um caso parecido logo num dos primeiros episódios"
Nos capítulos seguintes, vemos mais uma vez o lado de investigador forense de  Barry Allen, enquanto este investiga uma série de homicídios em que as vítimas apareceram mortas devido a envelhecimento estremo precoce. A primeira das vítimas, um herói de 16 anos denominado "Elongated Kid", que estica o seu corpo, têm um uniforme semelhante ao de Ralph Dibney e pelo olhar do Barry, percebe-se uma referência rápida (ahah referência rápida. Rápida. Flash.) ao arco Identity Crisis.

Em seguida, vimos um misterioso motociclista que usufrui da Speed Force, Hot Pursuit, que se vêm a saber ser de uma terra paralela e que está a investigar uma anomalia desconhecida no continuum espaço-temporal, aparentemente originado nesta terra e que está a por em risco todos os outros universos paralelos.

Apesar de ter avisado dos spoilers, não vou revelar a identidade do Hot Pursuit nem quem é o responsável pelas mortes, mas posso dizer que o Road to Flashpoint têm muito pouca ligação com o Flashpoint em si. O livro acaba com o Reverse-Flash a dizer a frase "It all changes" (tudo muda), e acaba com um painel de um relâmpago a cair. O leitor mais casual neste ponto deve de ter ficado na expectativa se o Flashpoint é um evento sobre realidades alternativas ou sobre trovoadas de Primavera.
"Raj: It's like my girl Beyoncé says: If you like it,
 then you should've put a ring on it
. "

Não é uma má história, mas é de longe o pior volume da run (ahah run. Flash. Porra, preciso de sair), apesar de ser uma aquisição obrigatória para qualquer fã do Flash, quem ler o volume anterior e o seguinte (respectivamente The Dastardly Death of the Rogues e Flashpoint) sem ler este, praticamente não vai notar a sua falta.


Daqui a uns dias, falo um bocadinho do Flashpoint. Entretanto já sabem, se pensarem em adquirir este livro, façam-no aqui. Peço desculpa por ser chato com isto dos links, mas ando mesmo batido.


The Flash: The Road to Flashpoint
Geoff Johns, Francis Manapul e Scott Kolins
Nota: 7/10





segunda-feira, 10 de agosto de 2015

The Flash - The Dastardly Death of the Rogues



CONTÉM SPOILERS

Como referi ontem, era bem provável que continuasse a ler os livros do Flash pós-Rebirth, do Geoff Johns, e ainda ontem comecei este Death of  the Rogues, desta vez ilustrado não por Ethan Van Sciver, mas por Francis Manapul. Manapul (já o conhecia da série Superboy: The Boy of Steel) têm um estilo de desenho muito próprio e muito diferente do de Van Sciver, mas isso em nada prejudicou esta publicação.

Em seguimento aos eventos do Rebirth, Barry Allen está de volta à sua vida, à sua mulher e à carreira na investigação forense, e é nesta vertente que a história se cinge: A policia de Central City encontra um cadáver do Mirror Master (Mestre dos Espelhos) um dos membros dos Rogues, a galeria de vilões do Flash, mas este cadáver têm uma particularidade: Não é de nenhuma das incarnações do Mirror Master conhecida. De facto, o corpo nem está registado na base de dados da policia.

T.N.T. - Todos no Top
Eis que surge uma outra equipa de Rogues, não os que conhecemos, mas uma encarnação do futuro, do século XXV, em que os Rogues se renegaram e actuam como uma força da lei. O Mirror Master morto era um dos agentes desta força policial e segundo os dados históricos, o seu assassino foi o próprio Flash. Isto tudo sem contar que o Captain Boomerang se evadiu da prisão. Exacto. George "Vou usar objectos que regressam para mim, e armadilhá-los com explosivos para derrotar o Flash" Harkness, após ter misteriosamente ressuscitado dos mortos devido aos eventos do Brightest Day, arranjou maneira de fugir da prisão, e parece mais determinado do que nunca a vingar-se do velocista.

Como tinha dito anteriormente, Manapul têm um estilo muito próprio e, muito bom. Não é dos meus artistas favoritos, mas reconheço que é, sem sombra de dúvida, um grande ilustrador. O seu estilo combinado com a narrativa e as ideias de Johns, dão uma combinação potente: Desde as ideias para os usos da velocidade do Flash (como reconstruir um apartamento, ou desmontar peça por peça um carro) ao próprio conceito dos Renegades (os Rogues do futuro), a painéis interactivos (como o a dizer "Wanted" com as caras dos Rogues), o espelho do Mirror Master original (que para quem já leu o Flashpoint, é um regalo compreender a origem dos eventos), ou simplesmente ilustrações da cidade ou mesmo os diálogos. É brilhante.
O dito cartaz
Os tie-ins ao evento Brightest Day não prejudicam a história, e devo dizer que o último capítulo, em que conhecemos a origem do Captain Boomerang é espectacularmente deliciosa. Isto é o melhor de Johns, pegar em personagens classe B e C, e fazer com que o leitor se identifique e se preocupe com elas.
O twist final é bom, mas nada por aí além. Acaba com uma "preparação" para o evento Flashpoint. Mas até lá, ainda falta o volume The Road to Flashpoint, que possivelmente irei publicar neste estaminé amanhã.



Já sabem a lenga-lenga. Se comprarem aqui, estão-me a ajudar em 5% do valor da compra, sem custos adicionais.



The Flash: The Dastardly Death of the Rogues
Geoff Johns, Francis Manapul e Scott Kolins
Nota: 8/10




domingo, 9 de agosto de 2015

Flash - Renascer (The Flash: Rebirth)



CONTÉM SPOILERS MENORES



Após o regresso de Oliver Queen (Arqueiro Verde) e de Hal Jordan (Lanterna Verde) do mundo dos mortos, outra personagem teve direito a uma ressurreição no Universo DC: O Flash.
Estas três personagens são a minha trindade de heróis favoritos da DC, provavelmente devido a estas histórias, que são uma excelente porta de entrada para novos leitores. Vou agora falar deste "Renascer" que em 2012 foi editado em Portugal pela Levoir, mas que eu não me consegui separar da edição original que já tinha, em inglês. Tenho assim dois livros exactamente com a mesma coisa. Só para verem o quanto gosto da história.

"Mark Waid likes this."
Geoff Johns não teve um trabalho nada fácil. Barry Allen tinha-se sacrificado no final da Crise nas Terras Infinitas, uma das histórias mais épicas da DC, e trazer um personagem de volta após uma morte tão marcante e passados 25 anos de histórias em que Wally West (o Kid Flash) assumiu a entidade de Flash, parece que houve leitores que não gostaram muito que o personagem com o qual cresceram a ler histórias fosse substituído de volta pelo Flash original (imagino como tenham ficado quando foi os New 52...). Felizmente não foi o meu caso.

A história começa já com o Barry Allen ressuscitado, devido aos eventos da Final Crisis. Se são leitores que, tal como eu não leram esta Crise, não se preocupem pois dá para perceber a história na perfeição. Os eventos da história iniciam-se na festa de recepção do regresso do Flash original e mais não digo... Se querem saber, leiam. Garanto-vos que é mesmo muito bom (Geoff Johns, duh!).

É sabido que o que faz um bom herói é um bom vilão, e Johns têm isso bem presente. O destaque que dá ao Flash Reverso, a importância que este nemesis ganha na mitologia dos personagens, as referências a histórias clássicas, a construção e explicação da ligação dos velocistas da DC à Speed Force... Esta história está simplesmente brilhante. E a maneira como Johns retrata o Barry, quase como um homem fora do seu tempo também é muito boa.

A arte de Ethan Van Sciver, que eu já conhecia do seu trabalho no Green Lantern, também têm aqui um excelente trabalho. Todas as suas ilustrações estão incríveis, ricas em detalhes (gostei do pormenor das rugas nos membros da SJA). Uma combinação perfeita de desenho e argumento.

Já tinha lido esta história antes de ver a série "The Flash" da CW, mas foi engraçado voltar a ler após a primeira temporada. Nota-se que a série têm um dedo do Johns, e ainda bem.
Gostei tanto de voltar a ler, que provavelmente vou falar dos outros volumes do Flash do Johns aqui no Blog. A sério, eu adoro qualquer coisa escrita pelo Johns.


Caso tenham interesse, podem comprar o livro em inglês aqui


Flash: Rebirth
Geoff Johns, Ethan Van Sciver
Nota: 8.5/10






sábado, 8 de agosto de 2015

Homem de Ferro - Semente de Dragão (Iron Man - Dragon's Seed)



CONTÉM SPOILERS MENORES

Mais um volume da colecção "Poderosos Heróis Marvel", que se encontra a sair com o jornal Público, resultado da sua parceria com a editora Levoir. O protagonista central desta aventura é nada mais, nada menos que o Vingador Dourado, Tony Stark a.k.a. Homem de Ferro.
Escrito por uma das lendas vivas dos comics, John Byrne, e ilustrado por Paul Ryan e Mark Bright, esta história têm a particularidade de transportar o protagonista ao reino oriental da China. Nunca tinha ouvido falar desta saga, e posso dizer que foi uma agradável surpresa nesta colecção.

Para além de contar de maneira brilhante a origem daquele que eu considero um dos vilões mais WTF não só da Marvel, mas dos comics de super-heróis em geral, Fin Fang Foom, envolve a sua origem com um dos arqui-inimigos do Iron Man, o Mandarim.

A narrativa inicia-se com Tony Stark a sofrer os efeitos de um vírus que está a consumir o seu sistema nervoso (que após um curta pesquisa descobri ser um dos efeitos da saga Armor Wars II), e com o seu amigo Jim Rhodes na armadura do Homem de Ferro, ambos dirigem-se para a China, onde procuram uma especialista ligada ao governo local capaz de curar esta doença. Pelo caminho deparam-se com um novo vilão e, como já tinha referido, o Mandarim que vai ter também partes do seu passado revelado e que misteriosamente aparenta estar ligado a uns misteriosos dragões (dragões reais, sem qualquer ligação ao FC Porto).

Esta história conta com acção, com momentos passageiros de drama, politica e estereótipos comunistas (Avante, Camarada!). Reparei num erro enquanto lia, e ao ver as reviews na Amazon, constatei que (infelizmente) não fui o único SPOILER: Eram 10 aliens-dragões cada um com um anel. Um foi morto, o que dá 9 no total. Mais tarde é revelado que originalmente eram 16 no total, mas 6 foram mortos com o passar dos anos, voltando aos 10 originais... Só que um foi morto! Então deviam de ser 9 dragões gigantes e não 10! Aiai Byrne... Essas contas! FIM DE SPOILER


"Iron Man: I don't get this at all. I thought Lo Pan...  "
A narrativa segue o habitual de Byrne, mas o que eu gostei foi mesmo da arte dos outros dois senhores. Conseguem retratar os personagens orientais com um estilo incrível, mantendo a aparência de comic americano. O Mandarim então, achei espectacular. Em certos painéis parece saído do filme de John Carpenter "Big Trouble in Little China". Só a cara do Fin Fang Foom é que por vezes parece algo deformada.

Fiquei chocado ao descobrir que esta história foi publicada originalmente em 1991! Enquanto lia, presumi que fosse da década de 80. Não fazia nada esta história nos anos '90.

Alexi Alexivitch Alexivosky, who drinks vodka in
Russia. In Soviet Russia, stereotypes
make YOU!
Não é um clássico essencial, como as sagas "Demon in a Bottle", "War Machine" e "Armor Wars", eu pessoalmente preferia que tivessem editado o "Iron Monger", do Denny O'Neill, mas foi uma boa leitura que me manteve entretido. Para quem já leu estas sagas anteriormente referidas, irá ser uma boa adição, mas para um leitor rookie que pegue pela primeira vez num livro do Homem de Ferro, talvez fique desiludido.

Porque é que a Levoir não publicou nenhuma das outras sagas, perguntam vocês? O número de páginas, meus amigos. O número de páginas...


Iron Man - Dragon's Seed (Iron Man v1 #270 - #275)
John Byrne, Paul Ryan e Mark Bright
Nota: 7/10








quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Guia para iniciantes - Marvel



Se são fãs de cinema ou séries, devem ter reparado no grande destaque que cada vez mais o género de super-heróis está a ganhar, especialmente a Marvel. Se gostam deste género e querem começar a ler o material base, mas não sabem por onde começar, vou deixar aqui algumas sugestões acessíveis de leituras porreiras para quem queira introduzir-se aos comics da Marvel (No futuro, irei publicar da DC, e possivelmente da Image).


X-Men - A Saga da Fénix Negra


Se gostaste da trilogia original dos "X-Men", mas achaste o terceiro filme uma má sequela que não fez justiça aos outros dois filmes da franquia, esta é a história para ti. Basicamente foi onde os escritores do filme se inspiraram, naquele arco de a Jean Grey ir para o lado negro da Força. Um dos maiores clássicos dos X-men, publicado originalmente em 1980, ainda hoje proporciona uma agradável leitura. Escrito por Chris Claremont e John Byrne, com desenhos de Byrne e de Dave Cockrum. Recentemente editado na língua de Camões pela Levoir.

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Iron Man - Extremis

E por falar em terceiros filmes de uma trilogia que não fizeram justiça à história a partir da qual são adaptados, temos esta história do Homem de Ferro. Publicada em 2006 (e também editado em PT pela Levoir), esta foi a história que voltou a colocar Tony Stark na ribalta do Universo Marvel e que voltou a reformular o statuos quo da personagem. Escrito por Warren Ellis e desenhado por Adi Granov, depressa se tornou numa das histórias principais da personagem. Os seus elementos são notáveis ao longo da saga cinematográfica, especialmente no terceiro filme, que é directamente adaptado desta narrativa, mas que na minha opinião peca em alguns aspectos.

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Ultimate Spider-Man

Para quem não sabe, a linha Ultimate da Marvel têm com objectivo duas coisas: Proporcionar uma "porta de entrada" a novos leitores, e mostrar inícios mais modernos para personagens existentes à mais de 40 anos, como se fosse nos dias de hoje. Ultimate Spider-Man iniciou-se em 2000, e mostra o Peter Parker nos seus tempos de liceu, a ser picado pela malfadada aranha que lhe confere os poderes, a introdução de vários vilões clássicos. Um bom começo para quem se quer iniciar no Homem-Aranha.


Guardians of the Galaxy  (Marvel NOW!)

Este é mesmo para quem quer algo descontraído e na onda do filme. Escrito pelo mesmo autor do Ultimate Spider-Man, Brian Michael Bendis, que originou uma leitura mesmo muito divertida. Com os elementos da equipa presentes no filme, logo no primeiro arco de histórias podemos descobrir algumas respostas para questões do filme que ficaram em aberto, como por exemplo a origem de Peter Quill. Com dois primeiros volumes editados em Portugal pela Panini, que não são nada fáceis de encontrar à venda, têm-se aqui um belo ponto de partida para quem gostou de ver o filme dirigido por James Gunn. SPOILER: O Homem de Ferro faz parte da equipa.


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Daredevil - Born Again


Este foi difícil de escolher, pelo simples facto de que qualquer história do Demolidor assinada por Frank Miller é muito boa. A história "The Man Withou Fear" também do Miller e com desenhos do John Romita Jr. também constitui um bom começo, com a história de origem do personagem, bem como o "Guardian Devil", do Kevin Smith (um dos meus escritores/directores favoritos), se bem que para perceber bem o "Guardian", convém já ser um leitor mais assíduo da  Marvel. A ver se qualquer dia aqui falo um pouca dessa história. Editado também pela Levoir (não, eles não me pagam nada pela publicidade), como "Demolidor: Renascido", mostra uma das melhores histórias do Herói e das personagens do seu meio, quer aliados, quer vilões. Ideal para quem amou a série da Netflix.

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Novos X-Men (Grant Morrison)

Editado no nosso pais em vários volumes pela Devir, escrito pelo genial Grant Morrison e inspirado pelos elementos do primeiro filme da saga (o de 2000), é excelente para quem nunca leu um comic. O primeiro volume, "E Is For Extinction" ("E de Extinção") foi das primeiras coisas que li de super-heróis, em 2004 se não estou em erro (tinha 9 anos. Contas feitas pela calculadora do Google), foi das coisas que me inspirou a ser o nerd que sou hoje. Agarrem esta saga com unhas e dentes.



Hawkeye (Marvel NOW!)

Lembram-se daquele gajo de arco e flechas? Não, não é o Oliver Queen, o outro, o dos filmes dos Vingadores? Acontece que em 2012 ele ganhou uma das melhores runs de sempre. Para quem não faz a mínima do que uma run é, posso assegurar que não é nada relacionado com o verbo "correr". Esta série é muito boa, cada issue funciona como uma história fechada, quase como um episódio de uma série, muito divertimento, porradame e acima de tudo boas histórias, na onda indie. Acreditem, vale a pena. A ser editado num futuro não muito distante, pela Levoir.


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Punisher - Welcome Back, Frank

Se gostaram do filme de 2000 e poucos com o Thomas Jane, vão gostar desta história. Caso achem que a Marvel é só piadas e criancices, este é o livro que tem de ter. Escrito por Garth Ennis (o Tarantino dos comics, não no aspecto de diálogo, mas na vertente de psicopata) e desenhado por Steve Dillon é excelente para quem procura algo violento, ao melhor estilo de filme de acção dos anos 80. Destaco esta história, pois o Punisher (Justiceiro, em português) irá aparecer na segunda temporada de Daredevil, da Netflix, interpretado por John Bernthal (o Shane de The Walking Dead). Editado em PT em dois volumes pela Devir (O Regresso do Justiceiro).




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The Ultimates (Vol 1 e 2)

A inspiração para os filmes da super-equipa da Marvel. Passado também no Universo Ultimate, mostra a versão moderna dos Vingadores em que, por exemplo o Capitão América é um patriota badass que faz piadas com os franceses. Vale bastante a pena dar uma vista de olhos e, embora na minha opinião não seja a melhor história dos Avengers, é uma boa narrativa que se aproxima do que é visto no cinema.

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Civil War

A recomendação final. Heróis à batatada. Não é a melhor história, têm argumento fraco, mas é AWESOME ver o Capitão América a dar um enxerto de porrada ao Tony Stark. Ups... SPOILER ALERT... É o que vai servir de base para o próximo filme do "Captain America" que vai contar com vários heróis. Com várias personagens da Marvel no elenco, vale a pena dar uma vista de olhos, não se vão arrepender.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Quarteto Fantástico: 1234 (Fantastic Four: 1234)


CONTÉM SPOILERS 

Na véspera de estrear o novo filme/reboot do Quarteto, lembrei-me de falar um bocadinho de uma história de esta equipa que li recentemente, que é este 1234.
Publicada originalmente em 2001 em quatro issues, sob o selo Marvel Knights, devo de dizer que quando chegou a altura de o adquirir, foi um livro que me deixou séptico: Não sou dos maiores fãs do Quarteto. Conheci esta equipa em criança, devido aquela má adaptação. Ok, por "má adaptação" tenho de ser mais especifico. A dos anos 90. Raios, ainda não chega! A animada! Os desenhos animados do Quarteto Fantástico que davam na SIC! Foi aí que os conheci, e nunca foram muito a minha praia.
É claro que gosto dos clássicos e das grandes sagas espaciais da Silver Age, que têm desenhos fantásticos (fantásticos, perceberam?), quase psicadélicos na sua maioria desenhados pelos grandes Jack Kirby e John Byrne, mas à excepção disso, posso dizer que é uma equipa pela qual não sinto grande atracção. Como já referi, estava ambíguo se devia de comprar esta publicação ou não.
Comprei e ainda bem. Gosto muito dos trabalhos do Grant Morrison (em particular o "Animal Man" e os "Novos X-Men") e não é à toa que este Senhor é um dos mais conceituados escritores de comics que existe, pois ainda não foi desta que me desiludiu. Uma narrativa negra, depressiva e quase esquizofrénica em contraste às aventuras coloridas e bem-dispostas a que eu estou habituado. Isto aliado ao traço do Jae Lee originou uma história que é, sem dúvida diferente.

A narrativa começa como tantas outras histórias do Quarteto: A Sue a sentir-se desprezada pelo marido que está isolado e não lhe presta a devida atenção, Ben a sentir-se mal pelo seu aspecto e o Johnny, à falta de adjectivos em português, a ser um a-hole. Então surge Namor, o Príncipe Submarino (incrivelmente bem desenhado) que começa a seduzir a Sue Storm, e o Dr. Doom que aparentemente têm um planopara desmantelar a equipa membro por membro. Cliché, diria um leitor casual do Quarteto, mas na verdade é aí que esta história se distingue: Morrison usa os clichés habituais de cada personagem mas ainda assim consegue-se distinguir de tantos outros escritores, com algo que é único.
"Ah, e tal... Venho arranjar
a TV Cabo"

Quem conhece Grant Morrison sabe que as histórias dele não costumam ser do mais fácil de perceber, e é aí que esta história peca: Introduziu conceitos demasiado complicados para o leitor casual perceber bem à primeira leitura, especialmente no capítulo final.A Máquina de Xadrez do Dr. Doom que controla a realidade, e da outra máquina que o Reed Richards que supostamente estava preso na máquina de Doom consegue alterar a realidade e construir a sua própria máquina que, por sua vez, compete com a de Doom. Hã? Perguntam vocês. Pois é... Não é fácil de compreender tudo às primeiras.

A arte de Jae Lee é que achei absolutamente fantástica (Não? Ok, deixem para lá). Lembro-me de à alguns anos dar uma vista de olhos nos "Inhumans" (que ainda tenho esperança que seja editado em português), também desenhado por ele, mas não reparei muito no traço. Aqui devo de dizer que é impossível não reparar: Tudo está muito bem desenhado, dentro do mesmo estilo, as paisagens adaptam-se perfeitamente à narrativa. O Namor então... Foi de longe o personagem que mais gostei de ver neste traço. Nota-se algumas semelhanças com o traço de Andrea Sorrentino, não sei se é coincidência ou influência, mas gostei bastante.

Uma história fechada, quase claustrofóbica, com partes bem no estilo das séries "What If?". Recomendo a quem conhece e é fã do trabalho do Morrison, embora saiba que não é o melhor trabalho dele. Penso que não seja uma boa história para iniciantes ou para quem nunca leu nada do Quarteto. Lê-se bem e não desaponta, mas há melhor.

E também... que raio de título. 1234? Parece saído da escola primária.



Fantastic Four: 1234
Grant Morrison, Jae Lee
Nota: 6.5/10